quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Procuro uma alegria
uma mala vazia do final de ano
e eis que tenho na mão
- flor do cotidiano -
é vôo de um pássaro
é uma canção. 

Carlos Drummond de Andrade 
em Dezembro de 1968

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

IRMANDADE

Sou homem: duro pouco e é enorme a noite. Mas olho para cima: as estrelas escrevem. Sem entender compreendo: Também sou escritura e neste mesmo instante alguém me soletra. Octavio Paz

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A maior riqueza do homem é a sua incompletude. 
Nesse ponto sou abastado. 
Palavras que me aceitam como sou
- eu não aceito. [
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, 
que puxa válvulas,
que olha o relógio, 
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, 
que aponta lápis, 
que vê a uva etc. etc. 
Perdoai 


Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros

terça-feira, 20 de novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sagrados Mistérios: vozes do Brasil

Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é um projeto temático que tem como objetivo desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil De dois em dois anos, são escolhidos dois temas relevantes e quatro grupos por temática para se apresentarem em todos os estados do país.
Caixeiras do Divino apresentam a cultura popular do Maranhão, hoje, em Itajaí A festa do Divino Espírito Santo é um dos mais importantes eventos populares do Maranhão. As caixeiras, senhoras devotas que cantam e tocam caixas durante as etapas da cerimônia, são figuras de destaque no festejo. Cinco dessas mulheres, de São Luís, estarão hoje em Itajaí para a apresentação de Caixeiras do Divino. O espetáculo musical ocorre às 17h no curso de Música da Univali, com entrada gratuita.
O festejo maranhense gira em torno de um grupo de crianças vestidas com trajes nobres e que, durante o período da festa, são tratadas com regalias. As caixeiras são responsáveis por conhecer todo o ritual e seu variado repertório, além de terem improviso para imprevistos que possam acontecer durante as etapas do evento religioso. Maria Rosa, Maria de Jesus, Zezé de Iemanjá, Rosa Barbosa e Rosa Dias são as caixeiras que apresentarão essas etapas por meio de cânticos acompanhados de caixas.
O Sonora Brasil, traz as Caixeiras manifestação da cultura musical brasileira.

Cantar e Dançar para a Paz

Roda de Cantos e Danças da Paz, com Márcia Virgínia que veio lá de Pernambuco, encerra o II Seminário Voz e Cena que aconteceu em Florianópolis de 14 a 17 de novembro de 2012
"que florezca, que florezca la luz" assim seja...
“Há uma canção acontecendo o tempo todo em meu corpo, conectando-me a outras canções e freqüências, criando uma rede e um todo, onde sou um com minha canção, compondo uma canção maior, de todos". Cecília Valentim. ​

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Música de Brinquedo do Pato Fu

O Pato Fu sempre levou a sério essa pergunta e sempre pagou pra ver. Dessa vez a pergunta foi: e se gravássemos um disco inteiro só usando instrumentos de brinquedo? Não um disco de música infantil, mas um disco de música “normal” filtrada por essa sonoridade.
A ideia pareceria absurda há poucos anos. No entanto, desde o CD Daqui Pro Futuro (2007) começamos a flertar com sons de caixinhas de música, realejos, pianos de brinquedo… Em algumas de minhas produções recentes usei muitos desses instrumentos, muitos comprados como presente à nossa (minha e de Fernanda) filha de 6 anos, mas que acabavam invariavelmente na frente de um microfone na sala de gravação do estúdio que temos em casa. E tinha mais. Quase todos nós – e os amigos próximos – viramos papais e mamães nos últimos anos. A temática infantil passou a nos comover. Ao mesmo tempo, sentimos que seríamos capazes de fazer algo para pais e filhos que tivesse uma das características que mais gostamos na música: terem duas (ou mais) camadas de entendimento, um “Muppet Show” de carne, osso e música, diversão para os adultos, sem aborrecimento pros pequenos, e vice-versa. Decidimos então gravar uma primeira música como um teste. Essa foi “Primavera”. Ficamos muito empolgados, parecia algo do tipo “por que não pensamos nisso antes!?”. Registramos em vídeo o processo, fizemos uma rápida edição pra mostrar pra alguns amigos. O efeito “sorriso estampado” que tínhamos na nossa cara apareceu instantaneamente na face das outras pessoas também. Chegamos à conclusão que não estávamos ficandos loucos. Isso faz mais de um ano, foi no começo de 2009. De lá pra cá, muito trabalho – e diversão. Um projeto como esse é mais complicado que um disco comum. A começar pelos próprios instrumentos. Não só são mais difíceis de se tocar, mas também de se encontrar. Nem todos os instrumentos de brinquedo são “tocáveis” e separar as tranqueiras das verdadeiras jóias é uma empreitada e tanto. Bastante pesquisa foi feita em lojas, oficinas artesanais e sites. Eu, por exemplo, em qualquer viagem que fiz nesse período, voltava com a mala cheia de cornetas de plástico, tecladinhos eletrônicos baratos e qualquer tipo de traquitana que pudesse fazer um som e tivesse um apelo infantil. Outro fator estranho ao nosso método habitual de fazer discos foi o repertório. Estamos acostumados a ir juntando material inédito, novas composições, letras, melodias soltas ao longo de uma turnê, pra gerar um disco novo ao final. Isso nunca parou, e de fato temos um tanto de material que poderia ser justamente o ponto de partida para um novo álbum de inéditas (não, não estamos em crise criativa, antes que alguém pergunte…). Mas esses arranjos de brinquedo teriam um efeito muito mais potente se aplicados a canções conhecidas. Aí é que estava a graça, que ficou muito clara quando fizemos “Primavera”: colar essa sonoridade em clássicos do pop, recriar todas as frases melódicas de músicas que não fossem só conhecidas, mas que tivessem arranjos emblemáticos. O que procuramos é o prazer de ouvir velhas canções adultas em seus arranjos originais, tirados praticamente nota por nota, só que com instrumentos de brinquedo. E assim fizemos. Descobrimos quais seriam estas canções. Foi mais difícil do que a gente pensava. Eram muitos os pré-requisitos que as candidatas tinham que trazer. Mas estão aí, e estamos muito orgulhosos de como ficaram ao final. Por último, o elemento surpresa: a participação das crianças cantando. Bem, nunca se sabe o que uma criança vai fazer. Às vezes ela não faz o que você quer. E às vezes o que ela faz é muito melhor do que o que você queria. Não queríamos aquela sonoridade “coral de crianças”, e sim pequenas participações, marcantes e carregadas da inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem. Acho que conseguimos, e foi um aprendizado e tanto. E sim, o disco foi todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Também foram utilizados instrumentos ligados à musicalização infantil como flauta, xilofone, kalimba e escaleta. Um cavaquinho foi usado como violão folk e também como baixo. O piano de brinquedo, o glockenspiel de latão e o kazoo de plástico foram os reis do pedaço. Um tecladinho-calculadora Casio VL1 fez a alegria das crianças na faixa dos 40 aqui. Qualquer brinquedo valeu, seja de madeira, pelúcia ou eletrônico. Em uma outra ou outra raríssima ocasião, sampleamos o brinquedo para que fosse mais fácil (na verdade o certo seria dizer “possivel”) tocá-lo com alguma eficiência. E chegamos ao ponto de usar um reverb de mola de brinquedo para processar alguns sons. Tudo está gravado com suas imperfeições, afinação duvidosa e barulho de articulação de peças móveis. Se você prestar atenção – como um adulto – vai perceber. Ou apenas se divirta – como uma criança. Foi um prazer fazer esse disco, esperamos que sintam o mesmo ao ouví-lo. Belo Horizonte, maio de 2010 http://www.patofu.com.br/musica-de-brinquedo www.patofu.com.br

TODO DIA É DIA DA CRIANÇA...

O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida. Albert Einstein
AOS MEUS SOBRINHOS NATHÁLIA E MATHEUS agradeço as suas existência que me permitem vivenciar a alegria simplicidade e a possibilidade de brincar, de me entender a partir da forma como eles sentem e percebem o mundo... A TIA AMA INCONDICIONAMENTE VOCÊS... GRATA
A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes. Oscar Wilde
quando se cresce só se vive essa emoção através da rememoração... rsss girar e girar e depois ficar sonsa, cair na grama e ver o céu girar azul e rir de barriga...
a criança não morre ela é a parte mais experiente da gente...rsss

quinta-feira, 21 de junho de 2012

21 de junho como o dia mundial de contar histórias

A RIC (Red Internacional de Cuentacuentos), uma rede internacional de contadores de histórias, institui o dia 21 de junho como o dia mundial de se contar histórias para mudar o mundo. Este projeto nasceu com o desejo de intervir em nome de todos os que sofrem alguma forma de discriminação em todo o mundo e combater as violações dos direitos humanos, marginalização, e preconceito. O objetivo é que todas as vozes tornem-se visíveis através da palavra falada ou celebrações escritas.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"...os contos são verdadeiras obras de arte. São uma grande arte que pertence ao patrimônio cultural de toda a humanidade e representam a visão do mundo, as relações entre o homem e a natureza sob as formas estéticas mais acabadas; aquelas que provocam precisamente o maravilhoso." Jean-Marie Gillig

terça-feira, 31 de janeiro de 2012